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Contratou e não entendeu: o desafio da abertura para o pequeno consumidor

Foto do escritor: Alexandre Bueno
Alexandre Bueno
há 5 horas
1 min de leitura

 

A energia elétrica não está entre as quatro principais prioridades dos pequenos empreendedores, que concentram sua atenção em pessoas e mão de obra, insumos, vendas & marketing e questões tributárias e burocráticas. A conta de energia ganha relevância principalmente quando há aumento expressivo de custos ou problemas de fornecimento.

 

Esse comportamento cria um desafio adicional para a abertura do mercado livre de energia. O consumidor pode contratar um produto de energia sem compreender integralmente as condições comerciais, a dinâmica de faturamento ou as responsabilidades envolvidas na contratação. A assimetria de informação observada na GD por assinatura tende a ganhar importância no mercado livre à medida que consumidores de menor porte passarem a negociar diretamente seu fornecimento.

 

Há riscos relacionados a contratos pouco compreendidos, processos comerciais agressivos, com descontos irrealistas e fraudes. Entre as situações observadas no mercado de GD por assinatura estão consumidores que alegam não reconhecer contratos ou que enfrentam dificuldades para compreender a cobrança apresentada na fatura. Em um mercado mais pulverizado, problemas dessa natureza podem resultar em aumento de reclamações junto a órgãos reguladores e de defesa do consumidor.

 

Outro fator é o prazo entre a contratação e o início efetivo do fornecimento previsto para o mercado livre. Na geração por assinatura, o período de até 90 dias entre a contratação e a entrega do benefício amplia a necessidade de comunicação clara com o consumidor. A mesma dinâmica pode representar um desafio no mercado livre, especialmente para consumidores sem experiência prévia na contratação de energia.

 
 
 

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